Parte 2 · Saúde e medicação
Sinais de alarme: quando chamar a emergência
Conteúdo em revisão profissional antes da publicação.
1Reconhecer um AVC (derrame): o teste rápido
O problema
Num AVC (derrame cerebral) cada minuto conta: o tratamento que evita um dano permanente tem uma janela de poucas horas. Reconhecê-lo rápido e ligar logo é o que muda o resultado.
O que acontece por dentro
Um AVC aparece de repente. Há um teste rápido e fácil de lembrar que verifica cinco coisas. Se qualquer uma falhar, mesmo que seja uma só, liga-se para a emergência de imediato.
Passo a passo
- Equilíbrio: perdeu de repente o equilíbrio ou tem dificuldade para caminhar?
- Olhos: perdeu ou embaçou a vista de repente, em um ou nos dois olhos?
- Rosto: peça que ela sorria. Cai um lado do rosto?
- Braços: peça que ela levante os dois braços. Um cai ou ela não consegue levantar?
- Fala: peça que ela repita uma frase simples. Fala enrolado ou não sai?
Tempo: se qualquer um destes sinais aparecer, mesmo que depois passe, ligue para a emergência já. Anote a que hora começaram os sintomas: esse dado ajuda o médico a escolher o tratamento.
O que nunca se deve fazer
- Nunca espere para ver se passa: num AVC o tempo perdido é dano.
- Nunca a leve você ao hospital de carro: chame a ambulância, que começa a atender no caminho.
- Nunca lhe dê de comer, de beber nem medicação enquanto espera.
Quando pedir ajuda
Diante de qualquer um destes sinais, ligue para a emergência do seu país de imediato. Mesmo que os sintomas durem pouco e desapareçam, é preciso consultar igual: pode ter sido um aviso de algo mais grave.
2Reconhecer um infarto e uma parada
O problema
O infarto nem sempre é o agarrar o peito dos filmes. Em idosos, em mulheres e em pessoas com diabetes, os sinais podem ser leves ou estranhos, e por isso são ignorados.
O que acontece por dentro
O infarto é uma falta de sangue ao coração. Os sinais clássicos e os leves valem o mesmo: diante da dúvida, liga-se. Se o coração para (parada), a pessoa desaba e deixa de responder: aí cada segundo conta.
Passo a passo
- Sinais de infarto: desconforto no peito (pressão, aperto, peso ou dor) que dura mais de alguns minutos ou vai e vem; dor que corre para o braço, as costas, o pescoço, a mandíbula ou a boca do estômago; falta de ar; suor frio, náuseas ou tontura.
- Em idosos, mulheres e pessoas com diabetes, pode haver só cansaço estranho, falta de ar ou náuseas, sem dor no peito. Ainda assim é preciso levar a sério.
- Diante desses sinais, ligue para a emergência de imediato. Não a leve você de carro nem espere para ver se melhora.
- Não lhe dê aspirina nem nenhuma outra medicação por conta própria: só se o pessoal da emergência ou o médico indicarem.
- Parada: se a pessoa desaba, não responde e não respira normalmente, ligue para a emergência logo. Quem atende o telefone pode guiá-lo passo a passo até a ambulância chegar.
O que nunca se deve fazer
- Nunca minimize sinais leves num idoso: podem ser um infarto do mesmo jeito.
- Nunca a leve você ao hospital num possível infarto ou parada: chame a ambulância.
- Nunca lhe dê medicação por conta própria enquanto espera.
Quando pedir ajuda
Ligue para a emergência diante de qualquer suspeita de infarto ou parada. E faça um favor a si: fazer um curso de primeiros socorros e de RCP prepara você para esses minutos em que a ajuda ainda está a caminho.
3Outras urgências e o que fazer enquanto a ajuda chega
O problema
Há outras situações que também não esperam, e em todas o primeiro passo é o mesmo: chamar a emergência e acompanhar bem até a ajuda chegar.
O que acontece por dentro
Numa urgência, o que você faz nos primeiros minutos importa, mas fazer demais pode prejudicar. Quase sempre o melhor é ligar, manter a calma e não mover nem dar nada por conta própria.
Passo a passo
- Ligue para a emergência de imediato diante de: dificuldade forte para respirar, sangramento que não para, uma reação alérgica com inchaço no rosto ou na garganta, uma pessoa que não responde, uma convulsão, ou um engasgo que não se resolve (veja o capítulo de alimentação).
- Também diante de uma queda com golpe na cabeça ou suspeita de fratura (veja o capítulo "Depois de uma queda").
- Enquanto espera: fique com a pessoa, fale com calma, afrouxe a roupa apertada e mantenha-a agasalhada e confortável onde está.
- Não lhe dê de comer, de beber nem medicação, a menos que a emergência indique.
- Tenha à mão a lista de medicação e as condições de saúde (a pasta de emergência do capítulo de medicação), e deixe a porta destrancada para a ambulância entrar rápido.
O que nunca se deve fazer
- Nunca hesite em ligar por medo de incomodar: é melhor uma consulta a mais do que uma ajuda que chega tarde.
- Nunca mova a pessoa se você suspeita de uma lesão de coluna ou de uma fratura.
- Nunca lhe dê comida, bebida ou remédios enquanto espera, salvo indicação.
Quando pedir ajuda
A regra simples: diante da dúvida, ligue. O pessoal da emergência prefere uma chamada que dá em nada a uma ajuda que chega tarde.
E a casa?
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- Cada pessoa e cada situação são diferentes. Diante de qualquer sinal de alarme, a conduta correta é ligar para o número de emergência do país de imediato.
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